sábado, 31 de outubro de 2009

Pão de Queijo pintado em panos de copa e de cestinha

Deixei um pouco a preguiça de lado e fiz este pano de copa e pano de cestinho para pão com o tema preferido para acompanhar um cafezinho. Não foi idéia minha, vi numa revista e copiei porque achei lindo e acho que as boas idéias devem ser reproduzidas. A criação é de Zaida Carvalho.
Vai ser presente para uma amiga blogueira que aprecia um bom cafezinho acompanhado de um pão de queijo quentinho.



A receita do pão de queijo é autêntica, aprendi com uma amiga mineira numa fazenda no Pantanal, nos meus tempos de morada em Mato Grosso. O bom desta receita é que você pode fazer na quantidade que quizer, basta mudar o tamanho da medida usada, que pode ser uma xícara, um copo, um prato, qualquer coisa. Garanto que é o melhor pão de queijo do mundo, pois todo mundo sabe que toda mineira é boa quituteira, e minha amiga é a encarnação do ditado.

O barradinho é bem simples, na primeira carreira apenas oito correntinhas um ponto baixo, repetir até o final. Volta cobrindo com ponto baixo. Na segunda carreira de motivos repetir a primeira carreira e na volta fazer 4 pb um picô com 3 correntes e mais 4 pb.

 
Grafico aqui

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Será que alguem usa?

Esta bolsa custa R$ 194.304,00. Dizem que foi confeccionada com 1.016 diamantes, 1.169 safiras rosa e 800 turmalinas. Olhando assim rapidamente mais me parece ponto baixo de crochê. Na minha opinião o gosto é duvidoso.
Esta também é uma bolsa (?????) custa a bagatela de R$316.780,00. Tudo bem que reciclar está na moda, mas acho isto um deboche. Ambas são criação de um estilista, que já fez coisas lindas, mas acho que nesta ele passou da medida. Para usar isto precisa mais do que ter dinheiro, é preciso ter coragem.

domingo, 25 de outubro de 2009

Cortina, trilho de mesa e preguiça

Se me fotografassem nestes últimos dias a imagem seria essa.
Estou com muuuuuuuuuita preguiça.
Nem crochê, nem tricô, nem pintura, nadica de nada.
Já peguei as agulhas e guardei. Fui pegar as tintas, só olhei para a caixa e dei meia volta. Peguei umas revistas do meu baú e achei esta cortina linda, fácil, e se desistir no meio do caminho dá para fazer um belo trilho de mesa emendando os squares. Se a preguiça passar vou nessa.

Graficos aqui e aqui.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Descanso para panela

Um descanso para panela feito pela minha nora Lorena. É o segundo trabalho dela em crochê, fez sem receita. Confesso que crochê circular sem receita nem eu faço. Ou fica um godê ou fecha feito um gorro e o dela ficou um circulo perfeitinho. Mais uma crocheteira no pedaço. Que sejam todas bem vindas.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Toalha para lavabo - ponto cruz geometrico

Mais uma conclusão dos trabalhos arquivados. Este foi a passo de tartaruga mas chegou lá.

Linhas e acessórios importados, Clover e DMC para bordar:
http://
www.pontodosbordados.com.br/

Chegando

Terminando a viagem, terminando o dia e terminando a bateria da máquina. Por isso estou postando esta foto da pedra da galinha em Quixadá CE, que encontrei na net para ilustrar o fim do caminho que eu pensei que não tinha fim. Foi ótimo fazer o trajeto de carro, a praticidade e pressa constante nos faz logo tomar um avião e ainda reclamar de pequenos atrazos no aeroporto.
Ao passar por estas estradas de Quixadá lembrei-me da música de Luiz Gonzaga, Estrada do Canindé, cidade que fica aqui bem próxima. A música traça um paralelo entre andar de carro e andar a pé. Com certeza ele se inspirou nestes caminhos.
Seria exagero imaginar o caminho a pé mas entre avião e carro acho que se pode fazer a comparação.

Ai, ai, que bom
Que bom, que bom que é
Uma estrada e uma cabocla
Cum a gente andando a pé
Ai, ai, que bom
Que bom, que bom que é
Uma estrada e a lua branca
No sertão de Canindé
Automove lá nem se sabe se é home ou se é muié
Quem é rico anda em burrico
Quem é pobre anda a pé
Mas o pobre vê nas estrada
O orvaio beijando as flô
Vê de perto o galo campina
Que quando canta muda de cor
Vai moiando os pés no riacho
Que água fresca, nosso Senhor
Vai oiando coisa a grané
Coisas qui, pra mode vê
O Cristão tem que andar a pé

Espero que tenham gostado da viagem. Eu amei a companhia.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Fachadas e Platibandas


Um oásis na região árida de Pernambuco, no sertão do Pajeú, o ponto mais alto do estado abriga esta cidadezinha de clima ameno e para os padrões nordestino até mesmo faz frio por lá. É o município de Triunfo, com um casario característico do século XVIII bem preservado.
A estrada de acesso já vale o passeio pelo verde exuberante. Paisagem surreal, considerando a seca que é a característica principal da região.

A cidade possui várias atrações turísticas além do casario, como o Teatro Guarany, o Museo do Cangaço e cachoeiras. Infelizmente não pude visitar, o passeio foi somente pelas ruelas da cidade e as fotos tiradas na passagem.

A pressa é por conta de estar entardecendo e de termos que cruzar o trecho entre Salgueiro PE e Juazeiro do Norte CE, em cujas rodovias os caminhões e ônibus só andam em comboio com escolta, devido aos constantes assaltos, situação que perdura por anos e nada se faz a respeito. Cruzar estas estradas á noite é não ter medo do perigo, e eu tenho, muito. Para agravar a situação as estradas federais no estado do Ceará deixaram de existir faz tempo. A própria BR 116 que começa em P.Alegre e termina em Fortaleza, e pela qual fizemos a maior parte do percurso, em todos os estados é perfeita. Menos no Ceará. É um buraco ao lado do outro, a velocidade máxima não passa de 40 km e constantemente tem-se que parar o carro e escolher o menor buraco. Essas paradas facilitam em muito o trabalho dos assaltantes, não precisam nem correr atras da gente para assaltar. Para vocês terem uma idéia do que se passa nesse trecho, vejam matéria

do último dia 15/10.
Como estou descrevendo é porque passamos ilesos e quase chegando ao destino. Ufa!!!

domingo, 18 de outubro de 2009

Sertões e Queimadas

Este trecho da estrada não é muito bonito.
Serpenteia a seca cruel e como se não bastasse o sol aqui se confunde com o fogo, e este próprio vem destruir o que o primeiro não conseguiu. Fica na região de Euclides da Cunha BA. O nome da cidade em homenagem ao autor de Os Sertões, livro que o então jornalista escreveu quando aqui esteve cobrindo o conflito de Canudos a mando do jornal O Estado de SPaulo.
Quem leu o livro e passa por esta região do conflito entende porque a terra se torna personagem, só não entende porque um motivo fútil como a reclamação de um estoque de madeira não entregue ocasionou a morte dos seguidores do beato Antonio Conselheiro. Tudo era política e em nome dela todos os absurdos são cometidos e a guerra é sempre justificada. Não mudou em nada.
Mas no meio de um sertão cruel uma imagem de oásis. Uma parada a beira da estrada com jardins e flores, tudo muito verde e bem cuidado, prova que quando o homem quer o homem faz.
Pena que tenhamos tão poucos querendo.

sábado, 17 de outubro de 2009

Madeira Palha e Cerâmica

É o que predomina no artesanato do interior da Bahia. Lindos e coloridos trabalhos em madeira, palha e cerâmica.
Fiquei apaixonada pelas gamelas de madeira.
Pena que não comprei uma panela de barro. Deixei para uma proxima parada pensando que tinha mais pela frente e esta era a última.
Acho que até chegar ao Ceará vou precisar de um reboque.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Tapetes de trapilho costurado


Encontrei estes tapetes em Periquito MG. Foram feitos pela Madalena que os vende à margem da estrada. São muito bem feitinhos e gostei principalmente porque ela costura a tira de malha sobre um tecido anti deslizante que agora não lembro o nome. Como o meu neto gosta muito de carrinhos e este já era o tema escolhido para a decoração do quarto dele, o tapetinho de carrinho veio na hora certa.
Nesta região a estrada já não é mais tão bonita. Começa a vegetação seca. Confesso que não gosto.
Mas gosto muito do jeito mineiro de falar. Em português esta frase seria: "Nós estamos desviando das árvores". Vi escrito em muitos desses caminhões cegonha. Neste, escrito em minereis:
"Nóis tá desguiando das arvi".
Bem, espero que a paisagem melhore, ainda tem muito chão pela frente.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Oh! Minas Gerais












Por um caminho desses o percurso deixa de ser viagem para ser passeio. Adoro as paisagens bucólicas de Minhas Gerais.












As imagens serranas de céu azul e as estradas floridas com Manacá da Serra que aqui cresce feito mato, largadas e exibidas na beira da estrada, enquanto eu travo uma grande batalha para ver meu pezinho abrir uma única florzinha que é comemorada como se fosse uma florada exuberante.
Vou mostrar esta foto ao meu Manacá para ver se ele fica com vergonha e reage.











Nesta parada quase enlouqueci. Queria levar todas mas não tinha jeito. Me contentei em alojar algumas no banco de traz e lá fomos nós com o carro perfumado rumo a Belo Horizonte.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Sobrevivi


Ainda bem porque Campos do Jordão é uma cidade lindaaaaa.
Tem flores, montanha, lago, bosque e cachoeira.
Tem artesanato e belas vitrines com tricô e crochê.






E lindos chalés na montanha para ver as nuvens olhando de cima.

É o céu.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Iniciando a viagem

Serras, montanhas nevoadas, mata verde, chalés, friozinho, café quentinho e biscoito. O inicio não foi uma viagem, foi um pic nic.
A estrada é muito boa e linda e o intenso movimento de caminhões não atrapalha em nada. Mas nada de feirinhas na beira da estrada.
Antigamente quando eu morava no sul e centro sul, na beira da estrada havia de tudo. Pinhão cozido, milho assado, galinha caipira, linguiça, queijo e frutas da época. Sem contar o artesanato que tinha muito também.
Agora só tem aqueles postos de redes, verdadeiros shoppings centers cheios de quinquilharias da china. A comida pasteurizada e os doces industrializados, tudo com gosto de isopor, um nojo.
Depois de chegar a SPaulo, e como todo matuto pegar a marginal para o sentido contrário, tomamos o rumo certo para Campos do Jordão que era destino para o primeiro pernoite. Entre SPaulo e São Jose do Campos, com a fome batendo no meio da canela, o jeito foi comer num posto daqueles, do tipo shopping center. Só tinha frituras e coisas com leite, queijo e outros derivados. Já que tinha que ser então apelei. Comi uma barrinha de veneno disfarçada de doce de leite. Eita arrependimento. Castigo de guloso é passar mal. Nem curti Campos do Jordão a noite. Não comi fondue. Meu marido me arrastando morro abaixo e morro acima querendo me mostrar a cidade que ele já conhecia e eu não, e eu só querendo morrer. O cheiro de queijo derretido entrando pelas narinas, dando a volta por todo meu interior e querendo sair pela porta de entrada. No meio do delírio tomei a decisão de voltar a SPaulo no dia seguinte e seguir no primeiro avião de volta para casa. Já que tinha que morrer que fosse em casa.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Viagem longa

O percurso é longo. De carro nunca fui tão longe num único estirão.
Por morar distante minhas viagens são sempre aéreas mas desta vez a intenção é ver tudo de pertinho. Normalmente não faço expectativas antes de viajar, porque a imaginação é sempre mais generosa que a realidade e normalmente as expectativas são frustradas.
Me perguntaram se eu moro em Fortaleza ou Curitiba. Na verdade eu moro em Fortaleza. Tinha um apartamento em Curitiba para onde eu ia regularmente e onde moravam tres dos meus filhos que por diversas razões não quizeram mais ficar lá, então a morada foi desativada. A consequência é que a partir de agora nada mais de tricô quentinho.
Curitiba é uma cidade linda, cheia de parques muito bem cuidados, flores de todas as cores e o clima frio. Muito limpa e organizada. O transporte coletivo, um dos motivos de orgulho da cidade é muito eficiente e ainda evita de termos que dirigir pois motorista curitibano cresce dois metros atrás do volante. Pense nuns cabras valentes!!!!
Fortaleza é uma cidade bonita, praias lindas e calor o ano inteiro. A temperatura não varia, seja dia ou noite em qualquer mês do ano é sempre quente e úmido.
A culinária é variada e deliciosa. A cidade poderia ser um pouco mais limpa mas não se pode ter tudo.