Voltei de viagem. Além das inesquecíveis lembranças de uma bela paisagem, trouxe também uma gripe proporcional ao tamanho da Cordilheira dos Andes. Nenhuma surpresa porque sair de uma temperatura de + de trinta graus úmido para - de zero seco é um choque térmico que tem suas consequências. Mas valeu a pena porque além das belezas visuais trouxe a impressão de um país fantástico, organizado, LIMPO, povo educado e culto. Até os protestos são organizados pois é marcado dia, local e hora para as manifestações. Tudo muito civilizado.
Considerando a recente tragédia que abateu o país num dos mais violentos terremotos de que temos notícia na história recente, nenhum vestígio é visível. Cidades com arquitetura antiga e prédios históricos muito bem preservados e arquitetura moderna impressionante. Com um solo árido e seco, pouca chuva, topografia desfavorável e expremido entre duas cordilheiras, produzem as melhores frutas do mundo e vinhos de excelente qualidade. Estão construindo em Santiago o edifício mais alto da América do Sul, e a gente se rejubilando com aqueles caixotes que compõem Brasília.
Uma coisa que eu não sabia e me deixou impressionada é o fato do Chile ter seu corpo de bombeiros composto totalmente por voluntários. São profissionais de todas as áreas que dedicam algumas horas do seu tempo para serem bombeiros voluntários. Nenhum bombeiro no Chile é remunerado, fiquei pasma.
O artesanato é rico e colorido. Achei esta tiara que na minha opinião expressa bem o folclore local. São pequenos bonequinhos feitos em massa e arame, vestidos com roupas de tear, dançando uma espécie de ciranda. Achei lindos e representativos.
Fiquei muito feliz em ter conhecido o Chile. Quero voltar mais vezes com mais tempo para explorar melhor. Desta vez foi de passagem, o foco era a cordilheira dos andes, e lá fui eu arriba e abajo.